
O Bloco de Esquerda esteve e está exemplar, nos últimos anos, no uso de ferramentas web para se aproximar dos cidadãos. A campanha do Bloco de Esquerda, já começou há muito tempo e não precisaram de assessores do Obama para garantir o sucesso do seu marketing político.
O primeiro erro, dos restantes partidos, foi limitarem-se a apostar, nestas novas ferramentas de comunicação, nos meses antecedentes às eleições. Mais: acredito que a generalidade dos partidos vão “desaparecer” na aposta nas TIC tão depressa quanto apareceram. O BE foi e acredito que será a principal excepção.
Mas há mais erros, que apenas a limitação temporal. O PSD tem uma boa campanha na mobilização do seu segmento na blogosfera (o seu ponto forte), mas fica-se por aí. O PS tem uma boa plataforma multimédia, com algumas interacções via chat no Socrates2009, mas não mobiliza a blogosfera e nas outras plataformas, a sua presença é semelhante ao PSD. Fraca. O PCP e o CDS-PP têm uma presença à semelhança dos seus partidos. São meros espectadores.
Veja-se, então, o exemplo do BE:
http://bloco.org/ – Portal e centro de toda a informação bloquista. Disponibilizam e divulgam documentos programáticos e material de propaganda. Além disso possuem uma rede de links, apesar de estarem pouco organizados.
http://www.esquerda.net/ – O ex libris bloquista. À primeira vista, parece um espaço independente à esquerda, mas não é mais que um portal de informação do Bloco de Esquerda com inclusão de conteúdos multimédia (vídeo, audio, fotos,…) e espaços de opinião (de cronistas do partido ou meros leitores). Disponibilizam Agenda, Dossiers, Jornais, Boletins e Biblioteca de E-books. A possibilidade de subscrição de Newsletters e, principalmente, a divulgação de links externos ao partido, são mais valias.
http://igualdade.bloco.org/ – Projecto de Programa Eleitoral do Bloco de Esquerda (em debate público). Os restantes partidos deviam seguir o exemplo e, deixarem-se de “bichinhos”. Ouvir o eleitorado, desta forma, não é sinal de fraqueza. É sinal de abertura.
http://beparlamento.esquerda.net/ – Portal do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda com disponibilização de projectos de lei, vídeos de cada intervenção, detalhes sobre os seus deputados e outras características transversais às várias plataformas do Bloco.
http://www.blocomotiva.net/ – Espaço do Bloco mais voltado para os jovens com características semelhantes às dos restantes espaços mas com a inclusão de um “kit activista” e uma forte interacção com os estudantes. Divulgação de links de sites e blogs de jovens e de sites activistas, independentes ou com afinidade ideológica ao Bloco de Esquerda.
http://www.ecoblogue.net/ – Espaço, em tudo, semelhante aos anteriores mas com especial destaque para notícias de ecologia. Portanto, um espaço temático mas do Bloco, que traz real valor para o partido.
Nas redes sociais o partido, também, se faz sentir. De seguida, alguns dados recolhidos dia 25 de Junho:
Hi5: http://blocoesquerda.hi5.com (Amigos: 1025, Comentários ao Perfil: 75, Comentários às Fotos: 18, Fives: 28, Recortes: 21, Entradas no Diário: 14, Fotos: 35). Conteúdo sério, apesar do espaço não o ser. Têm o suficiente para o espaço. Pouca interacção com os participantes.
Facebook (Grupo): http://www.facebook.com/group.php?gid=142848220272&ref=ts (Membros: 1417, Fotos: 84, Ligações: 110, Vídeos: 2). Podiam e deviam interagir com os participantes, dado que se limitam a divulgar conteúdos mas é a grande base de suporte da sua máquina partidária, via web.
Facebook (Perfil de Francisco Louçã): http://www.facebook.com/profile.php?id=1349546856 (Amigos: 2723, Notas: 37, Ligações: 121, Fotos: 5, Páginas: 7, Grupos: 4). Actualização frequente e em tempo útil sem ser perturbadora.
MySpace: http://www.myspace.com/blocodeesquerda (Amigos: 166). Informação escassa. Fraca actualização. Disponibilização de alguns vídeos. Interacção claramente segmentada, vocacionada para artistas, especialmente músicos e pessoas tendencialmente de personalidade activista. Plataforma inútil, dada a utilização.
Twitter: http://twitter.com/bloco (Following: 186, Followers: 1742, Updates: 945). Seguem algumas entidades e pessoas, geralmente ligadas ao partido ou mediáticas. É um erro, que também é transversal aos outros partidos. Fraca interacção: limitam-se a divulgar informação que encaminham para plataformas ligadas ao partido. Devem explorar melhor a plataforma.
O BE, no universo comunicativo, é um exemplo. Não precisa do reboque da Comunicação Social como o PSD. Eles próprios têm um dinamismo muito próprio e ímpar. Apesar de verificar alguma desorganização de conteúdos, fruto das inúmeras plataformas, que podem baralhar os eleitores, na generalidade, têm um excelente dispositivo. Reitero: neste aspecto, são um exemplo a seguir. Tenho dito!
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